UMA INJUSTIÇA REPARADA: “EX-REITOR PROF. COLOMBO”

Texto dos nossos companheiros:
O MM. Juiz Dr. Sérgio Moro em 07.08.17 emitiu sentença sobre a Operação Sinapse, e se manifesta em relação ao Prof. Dr. Irineu Mario Colombo, ex-Reitor do IFPR, que solicitou a investigação na EAD em 2011, no exercício do cargo, da seguinte maneira: “(…) absolver, nos termos do art. 386, VII, do CPP, de todas as imputações contidas na denúncia…”, conforme AÇÃO PENAL Nº 5037410-53.2013.4.04.7000/PR da Justiça Federal.
Isso representa dizer que o ex-Reitor legitimamente eleito pela comunidade do IFPR, no exercício do seu mandato, foi humilhado e execrado por lideranças políticas e sindicais conservadoras, mas ditas progressistas, com todas as formas de pressão e articulações para a suspensão do seu mandato na formação de opinião pública interna, devido a interesses de grupos.
Retifique-se: o ex-Reitor Irineu Colombo denunciou o esquema das Oscips em parceria com a EAD do IFPR em 2011 ocasionando a investigação chamada Operação Sinapse: foi afastado do cargo por força judicial, transformado em réu e com uma exposição pessoal, familiar e profissional humilhante pelo motivo de ter elaborado um livro paradidático para a EaD, de acordo com a solicitação pedagógica, tendo recebido pró-labore pela autoria no valor de R$ 3.118,30. Esse foi o motivo que injustamente fora afastado do IFPR. Mesmo alegando que se tratava de um valor recebido por conta de um trabalho feito, foi tratado com culpa e julgado antes da hora. Além disso, humilhado, desonrado e marginalizado no meio escolar/acadêmico e na Rede Federal pela sua visibilidade à época.
Em tempos hodiernos em que as relações e as informações tornam-se fulgazes e líquidas, injustamente o afastaram do cargo e o desqualificaram em uma trajetória profissional e acadêmica enquanto servidor público federal desde 1991. Colombo é Pós-Doutor em História da Educação (UFPR) e Doutor em História Social (UnB). Atualmente é professor de História do campus Pinhais, mas tem larga experiência profissional no magistério. Foi vereador, deputado estadual e deputado federal sendo relator responsável pela aprovação da transformação do CEFET/PR em Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR); no congresso foi relator do Programa Universidade para Todos (Prouni). Ocupou cargos de relevância no MEC; criou a Diretoria de Articulação e Projetos Especiais. Foi responsável pela implantação da supervisão ao Programa de Expansão da Educação Profissional (PROEP). Foi responsável pela concepção e implantação do Programa Brasil Profissionalizado, para apoiar melhoria na gestão, formação, avaliação e construção de novas escolas técnicas de nível médio aos estados brasileiros. Ajudou na elaboração do projeto que criou os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, tendo participação direta na criação do Instituto Federal do Paraná, Instituto Federal do Mato Grosso do Sul e no Instituto Federal de Rondônia. Além disso, pela sua atuação no MEC, na gestão da expansão da Educação Profissional e Tecnológica, foi agraciado pelo Ministério com uma das mais altas comendas, a Medalha Nilo Peçanha em 15/12/2010. Há também questões que poucas pessoas sabem: durante sua estada no MEC foi o relator da criação do IFAL e do “IFPR”.
Possui erros e dificuldades como qualquer gestor, mas manteve-se sempre honesto e íntegro. Porém, é certo que muitas dificuldades marcaram sua gestão desde greves a escassez de recursos entre outros, como resultado de todo processo educacional, pois há muito que ser feito. O Instituto é uma autarquia dinâmica, em construção, voltado à sociedade enquanto bem coletivo e público. No entanto, algumas conquistas coletivas sob seu comando são importantes registrar, mesmo com momentos tão conturbados da sua gestão: organizou e elaborou o conjunto de normativas e documentos institucionais do IFPR; criou e regulamentou conselhos, comitês, comissões e demais instâncias de gestão participativa e democrática; ampliou para 25 unidades ou campi tornando-se um dos maiores e mais influentes da Rede; construiu e entregou 18 prédios escolares em fase final de acabamento à época; instituiu o maior programa de acervo bibliográfico de referência na Rede; cedeu e regulamentou a estrutura predial e a sede do campus Curitiba; estabeleceu a política de inclusão com 80% de vagas para cotistas sendo a maior referência de inclusão na Rede à época; manteve e ampliou Programas sociais aos movimentos sociais, entre várias parcerias, como o ARCAFAR; equipou com recursos financeiros a infraestrutura e equipamentos dos laboratórios dos cursos técnicos e tecnológicos e de licenciaturas nos diferentes eixos e áreas em todo Instituto; fez inúmeras parcerias no interesse público, desde a capacitação, o incentivo à pesquisa entre outros; autorizou a criação de cursos com simultaneidade, de acordo com o itinerário formativo, dos cursos FIC à pós-graduação; criou o maior Programa de bolsas e auxílios que o IFPR já disponibilizou aos estudantes pela Assistência Estudantil; implantou as políticas de inovação no IFPR e os eventos do SE²PIN, Encontros de Organização do Trabalho Pedagógico da PROENS, GT Pessoas e uma gama de eventos ocorridos durante a gestão; fez concursos em todas as áreas ampliando majoritariamente o número de servidores e concedeu DE, no direito de todos os servidores docentes à época, entre muitas outras ações.
Portanto, nos autos, antes da sentença final expressa pelo DD. Sr. Juiz o próprio Ministério Público Federal destacara que “o pagamento em questão teve causa lícita, motivo pelo qual pede-se a absolvição”. Neste momento é com alegria, que se dirige a comunidade escolar e acadêmica do IFPR, apesar do imenso atraso e sofrimento pessoal, familiar e transtornos profissionais, para comunicar por transparência que a Justiça Federal emitiu sentença sobre a Operação Sinapse absolvendo-o completamente e reparando injustiça.⁠
  • Celso Böger Brand

    Absolvido! Não engavetado. Não prescrito!. Inocência clara desde o início. Agora reconhecida. Tardia, pois constrangeu e humilhou o réu pela demora. Perdeu a instituição pelo afastamento e constrangimento de um intelectual e político de rara capacidade em nosso meio contemoraneo. O professor Irineu Colombo fez muito pela educação do Brasil. E esperamos que possa continuar a fazer, pois é um tipo de pessoa da qual as instituições públicas brasileiras têm sentido muita falta. Principalmente em tempos de golpe político e usurpação e anulação de direitos. Sigamos em frente, companheiros.

  • Agora (não do ponto de vista judicial, mas político-administrativo). Por que enquanto processos administrativos estapafúrdios eram abertos, por motivos políticos, contra aqueles que ele considerava inimigos políticos (servidores honestos e comprometidos) e outros processos eram abertos por bobagens e pequenos erros (um servidor que mandou uma pequena carta com o cartão da instituição) ele – como ele próprio admite em seus escritos e falas – deixou de abrir PAD contra o diretor do EAD quando este assinava documentos (que importavam pagamentos milionários) que não eram de sua alçada? Quais eram os interesses que estavam por trás deste “deixar fazer o que não se pode fazer”? Ele era omisso, ingênuo e/ou despreparado administrativamente? Por que ele usava a maquina administrativa para perseguir desafetos (que ele próprio inventava e criava) ao invés de usá-la para ir atrás de quem de fato estava roubando e enlameando a instituição?